A PANDEMIA E OS PRECATÓRIOS DOS IDOSOS…bye bye….

Os planos do governo de Jair Bolsonaro e de alguns governadores de suspenderem o pagamento de precatórios (dívidas do Estado com particulares) a partir de abril devem prolongar a angústia de 550.000 idosos, segundo estimativa da Comissão de Precatórios da OAB.

“Essas pessoas ganharam ações contra o poder público nos últimos 30 anos e, hoje, são vulneráveis à Covid-19”, afirma Marco Antonio Innocenti, integrante da comissão.

O total da dívida dos estados e municípios com empresas e contribuintes é de 140 bilhões de reais, segundo a OAB.

Desse total, 110 bilhões de reais são devidos a idosos. Já a dívida da União com esse grupo vulnerável é de 7 bilhões de reais. O calote nos idosos pode checar, portanto, a 117 bilhões de reais.

APERTEM O CINTO , ARRECADAÇÃO ESTADUAL JÁ CAIU r$ 300 MILHÕES DE REAIS E VAI AUMENTANDO…

Maranhão deve perder R$ 1 bi até o fim do ano

Por conta da pandemia do coronavírus, o governador Flávio Dino revelou que o estado foi atingido em suas receitas fiscais e terá um prejuízo de até R$ 1 bilhão até dezembro

Reprodução

“OMaranhão terá uma perda de R$ 1 bilhão de reais até o final do ano”. A informação foi confirmada pelo governador Flávio Dino (PCdoB), durante a coletiva virtual à imprensa, na última quinta-feira. De acordo com Flávio Dino só no mês de abril, o estado perdeu, em sua receita, cerca de R$ 300 milhões de reais. “É uma perda bastante substantiva para o Governo do Estado”, classificou o governador. O cenário fiscal para os próximos meses também não são nada animadores. O governador estima que em maio a situação não será diferente.

 

Diego e o Mar….

Diego e o mar

“Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar. Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando. Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava frente a seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto o seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza. E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai:

– Me ajuda a olhar!

(Eduardo Galeano, O Livro dos Abraços)

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BOLSONARO MUDA O TOM

Em seu quarto pronunciamento em rede nacional de televisão sobre a crise do coronavírus, Jair Bolsonaro adotou tom conciliador, diferente do que havia feito até então. O presidente pediu união dos três Poderes, falou em “defender vidas”, listou medidas adotadas pela sua gestão, não chamou a doença de “gripezinha” e evitou criticar diretamente o isolamento social, método indicado por autoridades de saúde do Brasil e do mundo para combater a epidemia. O pronunciamento foi novamente acompanhado por “panelaços” registrados em todo o país. A postura adotada por Bolsonaro deve ajudar a apaziguar os conflitos com os governadores, que tomaram para si o protagonismo na luta contra o vírus devido à resistência do presidente em reconhecer a gravidade da doença. As primeiras reações devem acontecer nesta quarta-feira, 1º.

O PRESIDENTE E OS MILITARES

Isolado politicamente por sua postura na crise, Bolsonaro voltou a se aproximar da ala militar de seu governo. O movimento veio após declarações públicas de alguns ministros, como Sergio Moro e Paulo Guedes, além, é claro, de Luiz Henrique Mandetta, em defesa da quarentena — criticada pelo presidente — como forma de prevenção. Esta convergência, inclusive, pode ter tido influência direta na mudança de tom do presidente em seu discurso. A proximidade também se deu justamente no aniversário de 56 anos do golpe militar , que culminou em 21 anos de ditadura no Brasil. O período foi de ruptura institucional e trevas para a democracia, mas o presidente, o vice, Hamilton Mourão, e o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, celebraram a data em postagens.

A UNIÃO DOS MINISTROS

Ao autorizar o uso da Força Nacional de Segurança pelo Ministério da Saúde nas ações de combate ao coronavírus, Sergio Moro mostrou estar alinhado a Mandetta e na contramão do chefe Jair Bolsonaro. Ao lado dos dois está Paulo Guedes. O ministro da Economia agradeceu aos demais Poderes, Legislativo e Judiciário, pelo auxílio na gestão da crise, citando a decisão do STF que permite o descumprimento do Orçamento e a aprovação por parte dos deputados e senadores do auxílio emergencial de 600 reais para trabalhadores informais. Com a união dos ministros e a recente mudança de postura do presidente, espera-se agora uma movimentação mais coesa do governo no combate à pandemia.